Professores fazem carreata contra retorno de aulas presenciais em escolas de Manaus

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Asprom Sindical aponta que 50 professores já testaram positivo para Covid-19. Governo afirma que há notificação de oito casos entre professores.

Um grupo de professores fez uma carreata pelas ruas de Manaus contra o retorno das aulas presenciais, na manhã desta terça-feira (18). O ato seguiu até a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), onde foi solicitada uma discussão sobre o perigo de contágio do novo coronavírus nas escolas da cidade.

Os professores se concentraram no estacionamento da arena Amadeu Teixeira, na Avenida Constantino Nery, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. Por volta de 9h, eles saíram com os carros pelas ruas fazendo buzinaço, até a Assembleia Legislativa do Estado.

Eles são contra o retorno das aulas presenciais, devido aos casos confirmados de Covid-19 entre colegas de trabalho desde o início do mês. O Associação Sindical dos Professores de Manaus (Asprom) denuncia que 50 professores foram diagnosticados com a Covid-19.

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), foram notificados 10 casos suspeitos de Covid-19, nesse retorno das aulas, em Manaus, sendo oito em professores e dois em alunos. Conforme a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, esses casos não foram adquiridos nos ambientes escolares. Nas unidades onde casos foram confirmados, as aulas foram interrompidas para desinfecção do local.

“Já temos confirmados 50 casos em professores e hoje teve um em uma escola na Zona Norte, onde a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) não fechou o local pra sanitizar”, disse o coordenador de comunicação da Asprom Sindical, Lambert Melo.

O grupo chegou a Assembleia Legislativa do estado por volta de 10h30, pois estava agendado que três membros do sindicato seriam recebidos por deputados da casa. O encontro seria para marcar a data de uma Audiência Pública para discutir a situação. “Essa já será nossa terceira tentativa de marcar e esse assunto precisa ser discutido”, finalizou Melo.

Greve e protesto

A categoria iniciou uma greve dos professores e pedagogos contra o retorno das aulas presenciais em escolas do estado, no dia 10 de agosto. Com a greve, os professores pedem que o Governo do Estado volte atrás e suspenda as aulas da rede pública, por conta da pandemia do novo coronavírus, que foram retomadas no mesmo dia.

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