Simone Papaiz discute reformulação da rede estadual de Saúde Mental do Amazonas

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Dando continuidade ao trabalho de reformulação da rede estadual de saúde do Amazonas, a secretária de Estado de Saúde, Simone Papaiz, reuniu-se, na tarde desta quarta-feira (17/06), com a coordenação de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Na pauta de discussão, a construção de um plano de reordenamento do atendimento realizado na rede atualmente.




De acordo com análises da Organização Mundial de Saúde (OMS), os impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) na saúde mental das pessoas já são extremamente preocupantes, principalmente por conta de fatores como isolamento social, medo de contágio, perda de familiares e a questão econômica.

Por esse motivo, a titular da Susam, Simone Papaiz, destacou a necessidade imediata de discussão de novos fluxos de atendimentos e da humanização do serviço que hoje é ofertado pelo Governo do Amazonas por meio da Susam.

“A questão da saúde mental no Estado precisa ser revista e, por isso, já estamos trabalhando para a elaboração de um plano que torne o atendimento que oferecemos muito mais amplo. Precisamos modernizar a visão do Estado sobre o assunto, garantindo tratamento que atenda de fato às necessidades dos pacientes”.

A secretária destacou, ainda, que a rede precisa tornar o acesso ao tratamento psicossocial democrático e que o objetivo é ofertar esse tipo de atendimento de forma descentralizada, estando presente em várias zonas da cidade.

Ampliação dos CAPs – A coordenadora da rede, Helione Lima Pontes, fez a primeira apresentação do plano elaborado pela equipe técnica da secretaria. A ideia, segundo a proposta, é que o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro seja desativado e leitos de internação para pacientes da rede sejam habilitados em hospitais com atendimento adulto e infantil, para o atendimento de pacientes em fases agudas dos transtornos.

Paralelamente a isso, outra ideia proposta pela coordenação é a ampliação dos serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), permitindo que mais pessoas tenham acesso ao tratamento, com apoio de uma equipe multidisciplinar, evitando que os problemas sejam agravados.

“Precisamos tratar a saúde mental com a ideia de contenção de danos e a oferta desse atendimento e acompanhamento desses pacientes por meio dos CAPs vai permitir a realização desse trabalho”, destacou a secretária, ressaltando que novas reuniões acontecerão, nas próximas semanas, para a finalização do plano e execução das propostas.

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