Delegado Pablo critica decreto de Bolsonaro, mas nega rompimento

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Aliado de Bolsonaro, deputado do PSL criticou decreto da alíquota do IPI dos concentrados da ZFM

O deputado Delegado Pablo (PSL) publicou nota hoje, dia 21, sobre o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados. Aliado de Bolsonaro, ele criticou duramente o decreto que eleva a 8% a alíquota dos concentrados da ZFM por seis meses.

Tal decreto, de hoje, elevou a alíquota do IPI de 4 para 8%, mas com validade por seis meses. De acordo com ele, apesar da crítica à medida ruim para a ZFM, continua apoiando Bolsonaro.

“Não queiram misturar as coisas. A defesa da ZFM é uma coisa e o apoio ao presidente é outra”, reagiu. Portanto, disse ele, a nota é uma forma de alertar o presidente.

Explicou que o alerta é contra investidas do ministro da Economia, Paulo Guedes. Este e, declaradamente, contra a política fiscal do modelo.

Nota

Apesar da hesitação – logo no início da nota, diz que a Zona Franca foi reconhecida -, Delegado Pablo afirmou que o governo estabeleceu uma linha do tempo para destruir empregos e as empresas deixarem o Amazonas.

“Um relógio em contagem regressiva no Amazonas que causa a temida insegurança jurídica – e agora política – na nossa região, colocando os empregos de pais e mais de família amazonenses em risco, além de afastar novos investidores de Manaus, afinal, o que os atrai ao Polo Industrial são os incentivos da região”, diz a nota.

Na avaliação do deputado, é certa a saída do Amazonas de empresas do setor.

“O que era uma hipótese antevista por outras empresas que já abandonaram o polo industrial de Manaus, a exemplo da Pepsi, acaba por se concretizar e dá um ultimato às empresas remanescentes para que comecem a refazer com urgência seu planejamento estratégico”.

E prosseguiu:

“Infelizmente, a partir de agora é mais do que urgente desenvolver outras matrizes econômicas evitando que o Amazonas seja mais um estado com dezenas de milhares de desempregados”.

Por fim, o deputado mandou recado a outro aliado, mas num tom de cobrança. “Com a palavra o representante da Suframa”, disse, referindo-se ao superintendente Alfredo Menezes.

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